Certo dia, após uma discussão com seu pai por algo trivial, Lucas saiu correndo de casa, furioso. Subiu um caminho que levava até uma clareira diante de uma grande montanha. Lá, tomado pela raiva, gritou:
— Eu te odeio!
Para sua surpresa, uma voz vinda das montanhas respondeu:
— Eu te odeio!
Assustado, ele deu alguns passos para trás. Achando que alguém o provocava, gritou de novo:
— Covarde!
E a voz repetiu:
— Covarde!
Sentindo-se ofendido e com medo, Lucas correu de volta para casa, chorando.
Ao ver o filho transtornado, o pai o acolheu nos braços e perguntou o que havia acontecido. Lucas contou sobre a voz misteriosa que o insultava na montanha.
Com um sorriso sereno, o pai disse:
— Filho, venha comigo. Quero te mostrar algo.
No dia seguinte, os dois caminharam juntos até a mesma clareira. O pai então pediu:
— Agora, diga algo gentil à montanha.
Ainda desconfiado, Lucas obedeceu:
— Você é incrível!
E a montanha respondeu:
— Você é incrível!
Lucas arregalou os olhos.
— Obrigado! — gritou.
— Obrigado! — ecoou a montanha.
O pai então se abaixou e disse com carinho:
— Lucas, isso se chama eco. Mas é mais do que um som. A vida funciona da mesma forma. O que você envia para o mundo — seja raiva ou amor, desprezo ou bondade — acaba voltando para você.
Naquele momento, algo mudou no coração de Lucas. Ele percebeu que o mundo era como aquela montanha: um espelho de suas atitudes. E a partir daquele dia, passou a cuidar melhor de suas palavras e de suas ações.
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