O leão acordou com o susto e, com um rugido, prendeu o rato sob sua enorme pata.
— Como ousa me acordar, criatura insignificante? — rugiu o leão.
Tremendo de medo, o rato respondeu:
— Majestade, perdoe-me! Eu não queria perturbá-lo. Foi um acidente! Se me poupar a vida, prometo que um dia retribuirei sua bondade!
O leão deu uma gargalhada, achando graça da ousadia do pequeno animal.
— Você? Um rato? Ajudar a mim? O rei da selva? — zombou. — Mas vá, vá embora antes que eu mude de ideia!
E soltou o ratinho, que correu aliviado para sua toca.
Anos se passaram. Um dia, enquanto caminhava pela floresta, o leão caiu em uma armadilha feita por caçadores. Preso por grossas cordas, ele rugia e se debatia, mas quanto mais lutava, mais se enrolava. Os caçadores haviam deixado a armadilha para voltar mais tarde.
Desesperado, o leão rugia por socorro. Seus gritos ecoaram pela floresta... e chegaram até os ouvidos do ratinho.
Sem hesitar, o pequeno animal correu até o local e viu o leão em apuros.
— Fique quieto, majestade. Eu vou ajudá-lo — disse o rato.
Com seus dentes afiados, começou a roer as cordas com paciência e rapidez. Um fio por vez, um nó após o outro, até que a última corda se partiu. O leão estava livre.
Surpreso e emocionado, o leão olhou para o rato e disse:
— Hoje você me salvou a vida. Nunca imaginei que um gesto tão pequeno que fiz anos atrás retornaria com tanta força.
O ratinho sorriu e respondeu:
— Até o menor gesto pode salvar uma vida.
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